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21/11/2013

Começa avaliação dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos

Começou nesta segunda-feira (18), em São Paulo, o módulo de acolhimento e avaliação dos médicos cubanos que vão ocupar as vagas ociosas da segunda etapa do programa Mais Médicos. O ministro da saúde, Alexandre Padilha, participou da aula inaugural.

Ao todo, três mil profissionais desembarcaram no país nas duas últimas semanas para participar do programa. Eles vão atuar em 1.745 municípios e 15 distritos indígenas. O Estado de São Paulo receberá 216 profissionais.
 
"O programa tem permitido a fixação de médicos em locais que antes não conseguiam manter um profissional. Bairros de São Paulo que não tinham médico agora têm profissionais atendendo. São médicos que se dedicam e que vão visitar as pessoas nas áreas mais pobres, mais vulneráveis. Eles vêm suprir uma lacuna que nós tínhamos, a falta de médicos na atenção básica", disse o ministro.

Os três mil médicos ficarão concentrados em cinco capitais durante o período de acolhimento e avaliação. São Paulo reúne um grupo de 300 profissionais; em Brasília são 1.872; em Belo Horizonte, 192; em Fortaleza são 236; e, em Vitória, 400. Com esse reforço, todos os municípios prioritários do país e aqueles sem atendimento médico terão pelo menos um profissional do programa. Em dezembro, com o início das atividades deste grupo, mais 10,3 milhões de pessoas passarão a ter assistência. Assim, a iniciativa chegará a 22,9 milhões de brasileiros.

Regiões carentes do país, como o Semiárido, áreas de comunidades quilombolas e cidades com Índice de Desenvolvimento Humano baixo ou muito baixo receberam nesta fase um grande número de médicos, 1.758.
 
Contemplados
 
Também foram contemplados com pelo menos um profissional do programa, municípios do Vale do Jequitinhonha/Mucuri em Minas Gerais, Médio Alto Uruguai no Rio Grande do Sul, Vale do Ribeira em São Paulo e do Norte do país que não tinham médico.
 
Com esses três mil profissionais, o programa chegará ao fim de 2013 com mais de 6,6 mil médicos. Atualmente, são 3.663 atuando em 1.099 municípios e 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), atendendo a 12,6 milhões de brasileiros. São Paulo conta com 356 profissionais do programa em 48 municípios. Juntos, são responsáveis pelo atendimento a 1.224.750 pessoas. Com os novos médicos, este número subirá para 1.973.400 pessoas atendidas.
 
Para a alocação desses profissionais, o Ministério da Saúde seguiu critérios técnicos, dando prioridade às cidades em que é maior a parcela de pessoas dependente completamente do atendimento ofertado pelo SUS e àquelas com alto percentual da população em situação de pobreza, conforme classificação do IBGE.
 
Distribuição
 
A maior parte do novo grupo, 1.416 médicos, atenderá a população do Nordeste. O Sudeste contará com adicional de 566 profissionais e o Norte, 459. Em seguida vem o Sul (398) e o Centro-Oeste (114). Outros 47 médicos vão atuar em 15 DSEIs. O Estado que vai receber a maior quantidade de profissionais será Bahia, com 376 médicos, seguido por Minas Gerais (233), Ceará (223) e Maranhão (219).
 
Os médicos cubanos participam do Mais Médicos por meio de acordo de cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Somente as vagas não preenchidas por brasileiros e estrangeiros da seleção individual do programa são oferecidas a esse grupo.
 
O módulo de acolhimento e avaliação do programa tem duração de três semanas. Nas aulas, são apresentados conteúdos sobre saúde pública brasileira e Língua Portuguesa. Ao final, os médicos passam por uma avaliação, e os aprovados seguem para uma semana de acolhimento nos estados antes de começarem a atuar.

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